terça-feira, 30 de junho de 2026

New York Times: China emerge como a grande vencedora da crise no Estreito de Ormuz

 

A China foi a economia que melhor aproveitou, do ponto de vista estratégico, a crise provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã e pelo fechamento efetivo do Estreito de Ormuz. Essa é a principal conclusão de uma reportagem do New York Times, reproduzida pelo Estado de S. Paulo, baseada em um estudo da consultoria Asia Group, sediada em Washington. Segundo a análise, enquanto diversas economias sofreram com inflação, escassez de insumos e desaceleração industrial, Pequim conseguiu preservar sua competitividade e ampliar sua influência econômica.

De acordo com a reportagem do New York Times, a combinação de grandes reservas de petróleo e gás, investimentos maciços em energia limpa, planejamento estatal e instrumentos de política industrial permitiu à China amortecer os efeitos do choque energético. Ao mesmo tempo, a instabilidade internacional reforçou a demanda global por tecnologias nas quais o país já é líder, como painéis solares, baterias e veículos elétricos.

“É difícil não chegar à conclusão de que a China é a vencedora aqui”, afirmou Kurt Campbell, presidente e cofundador do Asia Group e ex-secretário de Estado adjunto dos Estados Unidos no governo Biden.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Cerca de 80% do petróleo consumido pela Ásia e aproximadamente 90% do gás natural destinado ao continente passam por essa estreita passagem entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico. A interrupção do tráfego afetou profundamente cadeias produtivas em diversos países, elevando custos de energia e comprometendo o fornecimento de matérias-primas essenciais.

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