CARNAUBAIS DA MINHA INFÂNCIA VIII
Na Carnaubais da minha infância de ruas de chão batidas tão bem cuidadas pelo ex-funcionário público da prefeitura de Assú, Manoel Mosquito, que com tanto zelo e carinho fazia a limpeza, mesmo sendo muito mal remunerado conforme vivia com sua companheira Maria Gorda, em uma simples casa de taipa coberta com palha carnaúba.
Carnaubais que a falta de condições da maioria dos seus habitantes fazia o comércio vender óleo de algodão em pequenas medidas, pois poucos tinham as condições de comprar 1 litro de óleo. Também se vendia meia barra de sabão, meio quilo de açúcar e assim por diante.
Mas quero relembrar do pernambucano João Cariolano, que chegou aqui na década de 40 para combater a malária (impaludismo) como funcionário do governo federal para cuidar da mais violenta pandemia que dizimou muitos dos nossos habitantes. Os conhecimentos de saúde do Sr. João e o amor pela conterrânea Alice, fez o mesmo fixar residência em nossa Vila. Aqui montou uma pequena farmácia no centro da Vila, ao lado do sobrado de Abel, se tornou referência na ortopedia, pois engessava braço e pernas quebradas quando tinha gesso, na falta usava ripas de talo, papelão e cordão de rede e encanava os braços dos meninos, jovens e senhores que assim necessitavam. Também fez o parto de muitas mães de famílias quando as parteiras sentiam dificuldades de fazerem o parto se socorriam de João Cariolano.
Nas prateleiras de sua farmácia não faltava a Emulsão de Scot, que só quem tomou sabe a delícia do sabor e o fortificante preferido era o Biotônico Fontoura.
Em sua memória pelos relevantes serviços prestados ao nosso povo Varzeano, o ex-prefeito Luizinho Cavalcante ao construir o laboratório de análise clinica municipal o denominou de João Cariolano.
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