terça-feira, 14 de julho de 2020

Quem defenderá as vozes roucas dos descamisados, desassistidos dos grotões do RN?

Agora RN Previdência: Entenda a proposta do governo para a ...
O estado do Rio Grande do Norte criou através da Lei estadual nº 2.728, no ano de 1962 o seu Instituto de Previdência  denominado de IPE, para cuidar cuidadosamente da aposentadoria dos seus servidores. Entre as prestações dos seus serviços aos seus assegurados estavam: auxilio natalidade, assistência financeira, assistência habitacional, operações de seguro e assistência médica, esta última estendia aos seus assegurados. Os servidores contribuíam com 8% dos seus salários para o IPE.

A partir da Lei Complementar nº 308/2005, que instituiu a sua reestruturação, bem como a reorganização do IPE, foi quando passou a ser definido com IPERN.

O tempo passou e o governo de Rosalba Ciarlini - DEM, no final do seu mandato com os aplausos da assembleia, fez uso do seu fundo previdênciário para pagar a folha dos servidores da ativa. o governador Robson Farias - PSD, também achou mais fácil raspar o tacho das reservas do IPERN e novamente com a concordância do legislativo assim fez.  Diante dessa cruel realidade a governadora Fátima Bezerra - PT, assumiu o estado  tendo que tirar 140 milhões de reais por mês do tesouro estadual para cumprir o compromisso do IPERN para com os aposentados e pensionistas.

Pergunto, diante dessa triste realidade quem paga essa conta, é a governadora Fátima Bezerra, ou os cidadãos potiguares desempregados, sofridos e desassistidos e famintos do RN? A tímida proposta da reforma apresentada a assembleia só consegue socorrer com 25 milhões mês a um rombo de 140 milhões o que significa que os mais pobres e desassistidos continuarão a serem as vítimas desse sistema. E quem falará por eles? O corporativismo tem suas estruturas e interlocutores, e os descamisados, a voz rouca das ruas e dos grotões quem o defenderão? 



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