Acordo entre Mercosul e UE tende a elevar exportações e empregos no RN

A tentativa da União Europeia de avançar com o acordo de livre comércio com o Mercosul, em meio à resistência de países como França, Polônia, Hungria e Irlanda, é acompanhada com expectativa pelo setor produtivo do Rio Grande do Norte. A proposta, negociada há cerca de 25 anos e que pode criar a maior área de livre comércio do mundo, voltou ao centro do debate nesta semana após reuniões em Bruxelas e concessões anunciadas pela Comissão Europeia para tentar assegurar maioria entre os 27 Estados-membros. Embora não citem dados, no RN, governo e entidades produtivas preveem impactos positivos para exportações, investimentos e geração de empregos, especialmente no agronegócio. A votação sobre o acordo é esperada para esta sexta-feira (9).
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec), Alan Silveira, o acordo tende a favorecer setores em que o estado já possui vantagens competitivas consolidadas. “Especialmente o agronegócio e a indústria de commodities, em razão da redução ou eliminação de tarifas e do acesso ampliado a um mercado consumidor de aproximadamente 500 milhões de pessoas”, afirmou. Segundo ele, a fruticultura irrigada, a indústria do sal marinho, a cadeia do pescado e da aquicultura, além de segmentos da indústria de transformação, aparecem entre os principais beneficiários, com possibilidade de efeitos indiretos sobre a economia verde e a transição energética.
Tribuna do Norte
Nenhum comentário:
Postar um comentário