Artigo: O RN e a renovação de suas oligarquias na política potiguar
Sou do tempo que fiz parte do grupo social que lutou pelo fim da ditadura militar e combatíamos as oligarquias. Vencemos a ditadura em 1985 ao elegermos Tancredo Neves, mesmo tendo falecido antes da posse, a democracia se impôs, e foi empossado o seu vice-presidente José Sarney, encerrando assim mais um ciclo da história brasileira.
Momentaneamente aqui no RN, fazíamos parte de uma geração que bravamente lutava pelo fim das "oligarquias", muito bem nutridas no nosso Estado. Dominavam o cenário político sendo as mais conservadoras os Maias, Rosados, Mariz, Bezerra, Montenegros e Fernandes. Mas ao centro democrático, os Alves. Assim travaram lutas entre o Vermelho e o Verde. Com a redemocratização do país, surgimentos de novos partidos e o avanço democrático, as grandes oligarquias deixaram de serem os protagonistas do poder, mas jamais deixaram de estarem no poder. Os próprios ocupantes do poder que antes combateram ferozmente aliaram-se as forças oligarcas.
Hoje na atual conjuntura política as três forças políticas que pretendem governarem o RN, estão recheados de "oligarquias". Álvaro Dias comanda uma oligarquia mais renovada e conservadora; Allyson Bezerra, tem as duas oligarquias que marcaram época em nossa política, Alves e Maias. Cadu Xavier, conta com apoio de parte dos Maias e dos Rosados.
Pelo exposto as oligarquias continuam vivas e bem nutridas na política do RN. Um dos ganhadores no pleito terão a presença das oligarquias. E a bem da verdade todos com seus erros e defeitos, porém também são detentores de um legado político administrativo ao povo potiguar.
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