A prática de utilizar cargos comissionados apenas para fins de bajulação e apoio político fere os princípios fundamentais da administração pública, como a moralidade e a eficiência.
Quando a nomeação de um profissional não se baseia na competência técnica ou na necessidade do serviço, mas sim na criação de um "séquito" para exaltar governantes, o maior prejudicado é o cidadão. O dinheiro público, que deveria financiar saúde, educação e infraestrutura, acaba sendo desviado para sustentar uma rede de favores e elogios vazios.
Cargos de confiança são essenciais para a governabilidade e para a execução de diretrizes políticas legítimas, desde que ocupados por pessoas qualificadas que entreguem resultados à sociedade. Transformar essas funções em instrumentos de adulação é uma forma de corrupção ética que enfraquece as instituições e desvaloriza o serviço público. A verdadeira lealdade de um servidor, seja ele concursado ou comissionado, deve ser com o interesse público, e não com o ego de quem o nomeou.
Vereador Mário César
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