O MESSIÂNISMO NO RN SERÁ LANÇADO EM FILME PRODUZIDO PELO JORNALISTA TÁRCIO A´RAÚJO
No Século XIX ainda no ano de 1889, o beato Joaquim Ramalho desenvolveu um trabalho "Messiânico" na Serra de João do Vale assemelha-se dentro das devidas proporções ao de Canudos (BA), com Antônio Conselheiro. O jornalista Tárcio Araújo está lançando um documentário audiovisual que narra o momento religioso vivido na Serra de João do Vale. O trabalho será lançado em 18 de dezembro e participará de festivais de cinema no RN e fora do nosso estado.
O beato Joaquim Ramalho chegou a reunir mais de mil devotos para a Chã do Cajueiro onde morava na Serra de João do Vale a 730m de altitude e hoje pertencente a 4 municípios: Jucurutu, Triunfo Potiguar, Campo Grande e Belém do Brejo da Cruz (PB). Romeiros do Ceará, Paraíba e de outras regiões do RN, começaram a frequentar os sermões religiosos do beato Joaquim Ramalho. Diferente do Antonio Conselheiro não contestava a República. O vilarejo crescia com a chegada de famílias que largavam suas comunidades para seguirem o beato. Os coronéis da região denunciaram o movimento ao governador Joaquim Ferreira Chaves Filho, sob acusação de subversão da ordem pública, prática de curandeirismo e baixo espiritismo. Uma expedição de soldados comandada pelo Tenente Justino Cascudo, pai do folclorista Câmara Cascudo, efetuou a prisão do beato e seus seguidores sem resistência, onde levaram para a cadeia pública de Mossoró. Ouvidos negaram o Messianismo e posteriormente liberados não mais praticando sua fé em João do Vale.
Joaquim Ramalho esteve em Juazeiro do Norte, ocasião que confessou com o Padre Cícero Romão, foi abençoado e de volta mudou-se para a fazenda Malhada Vermelha onde viveu até a sua morte.
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