Ex-dirigentes do INSS delataram ex-ministro da Previdência de Lula
O ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) foi citado em delações premiadas de ex-integrantes da cúpula do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no âmbito das investigações sobre descontos ilegais aplicados a aposentados e pensionistas. Os relatos apontam que anexos da colaboração mencionam a atuação do então ministro durante o período em que o esquema teria se expandido dentro da estrutura da autarquia.
A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. Lupi assumiu o cargo no início do atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023, e foi demitido em maio de 2025, dias após a Polícia Federal deflagrar a Operação Sem Desconto. A investigação revelou um sistema que autorizava cobranças associativas diretamente nos benefícios previdenciários, muitas vezes sem consentimento dos segurados.
Durante sua gestão, o ministro defendeu publicamente dirigentes do INSS que mais tarde se tornaram alvo da PF. Segundo as apurações, os valores descontados indevidamente saltaram de R$ 80,6 milhões para R$ 248,1 milhões em cerca de um ano, enquanto acordos com entidades eram firmados em ritmo acelerado.
As delações também citam Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que nega qualquer envolvimento. O relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça, autorizou a quebra de seus sigilos fiscal, bancário e telefônico. A decisão elevou a tensão política e provocou confronto entre parlamentares na CPMI que investiga o caso.
As investigações seguem em andamento e devem aprofundar o papel de agentes públicos e privados no que já é considerado um dos maiores escândalos recentes envolvendo benefícios previdenciários no país. Se quiser, posso montar também versões alternativas de título mais agressivas ou mais institucionais.
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