quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

HISTORIADOR BORIS FAUSTO

Se publicasse agora uma nova edição de História do Brasil, livro didático número 1 dos principais vestibulares do país, Boris Fausto talvez escrevesse o que disse à BBC Brasil na tarde desta terça-feira: "Com essa gravidade e este impacto, a crise entre Legislativo e Judiciário é a maior da história recente do país".

Aos 86 anos, o historiador e cientista social, três vezes ganhador do prêmio Jabuti (de literatura), referia-se à recusa do senador Renan Calheiros em obedecer a uma decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou seu afastamento da presidência da Senado após se tornar réu - em um dos 12 inquéritos que enfrenta.

Nesta terça-feira, a decisão de Marco Aurélio foi submetida ao conjunto de ministros no plenário do STF. O resultado se inverteu e Renan foi mantido no cargo - apesar de não poder mais figurar entre os possíveis sucessores imediatos do presidente Michel Temer.

"É um arranjo estranho. Uma fórmula para diminuir o fogo da crise. Mas não elimina a crise", avalia Fausto.


Nenhum comentário:

Postar um comentário