sexta-feira, 24 de julho de 2026

Nova ofensiva dos EUA ameaça a soberania da América Latina

 

A nova Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos radicaliza a política de Washington para a América Latina e o Caribe. Sob os argumentos de combate ao narcotráfico, controle migratório, segurança e defesa da democracia, o governo norte-americano recupera a concepção de que a região constitui uma área subordinada aos seus interesses econômicos, políticos, militares e geopolíticos.

O documento atualiza a Doutrina Monroe, usada historicamente para justificar intervenções norte-americanas no continente. Sob o chamado “corolário Trump”, Washington reivindica o poder de determinar quais governos, alianças internacionais e projetos econômicos são aceitáveis, além de classificar como ameaças os países que contrariam seus interesses de rapinagem.

Essa política surge em um momento de declínio relativo da hegemonia dos Estados Unidos, avanço econômico e tecnológico da China, resistência da Rússia à ordem unipolar e consolidação de um mundo multipolar. Retomar o controle da vizinhança hemisférica passa a ser parte da estratégia imperialista norte-americana de recomposição de poder global.

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