A jornalista Miriam Leitão, um dos sustentáculos da tese de
"pedaladas fiscais" usada para justificar o golpe de estado contra a
ex-presidente Dilma Rousseff, voltou a apontar crimes reais – e não
fictícios – cometidos por Jair Bolsonaro e a defender seu afastamento.
"O presidente Jair Bolsonaro cometeu crimes de responsabilidade. Vários.
Ele tem ameaçado a federação, tem infringido o direito social à saúde,
ameaça o livre exercício do Poder Legislativo e do Poder Judiciário.
Tanto a lei que regulamenta o afastamento do presidente, a 1079/1950,
quanto a Constituição Federal estabelecem o que são os crimes de
responsabilidade. Impeachment é um julgamento político, e quem estiver
na presidência precisa apenas de 172 votos para barrá-lo. O inquérito na
PGR investiga se ele cometeu outros crimes. Até agora os depoimentos e
contradições enfraqueceram a defesa do presidente. O procurador-geral da
República, Augusto Aras, pode querer muito arquivar o inquérito, mas os
indícios aumentam a cada dia", escreveu ela, em sua coluna no Globo.
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