Um raio cai por mais de uma vez no mesmo local? É difícil, mas no Brasil é possível. Cito três exemplos: Primeiro, o Brasil deu uma esmagadora vitória a Jânio Quadros um alcoólatra confuso que admirava Che Guevara e ao mesmo tempo se comportava com bandeiras super atrasadas e conservadoras como proibir as mulheres de usar biquini nas praias, entre tantas outras maluquices. A elite paulista na ausência de um nome popular e do seu controle apoiou o homem da vassoura que ia combater e acabar a corrupção. Seis meses depois de eleito não teve condições de liderar os interesses da elite e forçaram a sua renúncia na esperança dos militares tomarem de conta se não fosse a bravura de Leonel Brizola, que empunhou a bandeira da resistência e da legalidade.
Veio Jango, o golpe, a ditadura militar e após a redemocratização do Brasil, onde citamos o segundo exemplo, o candidato dos paulistas era Mário Covas, mas foi surpreendido pelo populismo de Collor de Melo, o procurador de Marajás, o homem que ia combater a corrupção em nosso País. A Globo comprou a parada e derrubou Mário Covas, no intuito de barrar a vitória do operário metalúrgico Lula da Silva de não ganhar a eleição. Mais uma vez viram seu candidato não ter a competência de representar os mais diversos interesses da elite brasileira e golpearam Fernando Color, assumiu Itamar Franco, um boêmio namorador que na verdade quem passou a dominar o País, foi o paulista Fernando Henrique Cardoso.
Terceiro exemplo, cito Bolsonaro, que nunca passou pela cabeça dos nominantes, que destituíram Dilma, em seguida a Globo golpeou Michel Temer, mas esse vivo conhecendo os deputados que tinha no Congresso, disse não caiu para essa mundiça. Pois a Globo e as forças ocultas queriam uma eleição suplementar que elegesse Henrique Meireles. Não tendo êxito, trabalharam em duas frentes: Primeira prenderem Lula; Segunda, elegerem Geraldo Alckmin, como o mesmo não teve apelo popular, subiu ao palco o fraco e desconhecido Jair Bolsonaro, com o mesmo discurso de Jânio Quadros e de Color de Melo. Será que a história se repetirá? Será que Bolsonaro, tem a competência de liderança de agradar aos vários projetos dos dominantes? Será que os próprios militares que sempre tiveram uma posição nacionalista e defenderam as riquezas brasileiras e sua independência, aguentarão essa política entreguista que se desenha? Até quando se comportará no mesmo salão esse amontoado de interesses nada republicano? Como será o futuro do nosso País?.
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