domingo, 7 de maio de 2017

CULTURA

Galope à beira-mar

Estrofe de 10 versos hendecassílabos (que tem 11 sílabas), com o mesmo esquema rímico da décima clássica, e que finda com o verso "cantando galope na beira do mar" ou variações dele. Termina, sempre, com a palavra "mar".
Às vezes, porém, o primeiro, o segundo, o quinto e o sexto versos da estrofe são heptassílabos, e o refrão é "meu galope à beira-mar". É considerado o mais difícil gênero da cantoria nordestina, obrigatoriamente tônicas as segunda, quinta, oitava e décima primeira sílabas.
  • Sobrinho:
Provo que eu sou navegador romântico
Deixando o sertão para ir ao mirífico
Mar que tanto adoro e que é o Pacífico
Entrando depois pelas águas do Atlântico
E nesse passeio de rumo oceânico
Eu quero nos mares viver e sonhar
Bonitas sereias desejo pescar
Trazê-las na mão pra Raimundo Rolim
Pra mim e pra ele, pra ele e pra mim
Cantando galope na beira do mar.
  • Limeira:
  • Eu sou Zé Limeira, caboclo do mato
    Capando carneiro no cerco do bode
    Não gosto de feme que vai no pagode
    O gato fareja no rastro do rato
    Carcaça de besta, suvaco de pato
    Jumento, raposa, cancão e preá
    Sertão, Pernambuco, Sergipe e Pará
    Pará, Pernambuco, Sergipe e Sertão
    Dom Pedro Segundo de sela e gibão
    Cantando galope na beira do mar.

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