segunda-feira, 10 de agosto de 2020
Procurador da Lava Jato se referia a Lula como "nove", em referência a seu dedo amputado
"A sociedade brasileira teve sempre a discriminação como um dos seus
pilares", escreve Emir Sader; para o sociólogo, "Lula é o personagem
preferencial desses sentimentos, porque sintetiza os aspectos que a
elite paulista mais detesta: nordestino, não branco, operário,
esquerdista, líder popular", e "não bastasse sua imagem de nordestino,
de trabalhador, sua linguagem, seu caráter, está em sua mão: Lula perdeu
um dedo não em um jet-sky, mas na máquina, como operário metalúrgico";
"O ódio a Lula é um ódio de classe, vem do profundo da burguesia
paulista e do centro sul do país e de setores de classe média que
assumem os valores dessa burguesia. O anti-petismo é expressão disso. Os
tucanos foram sua representação política e a mídia privada seu
porta-voz", avalia (Foto: Emir Sader)
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