quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

MDB reclama do PT, que exige maior afinidade do PSB, que flerta com o PDT, que acusa MDB e PT de boicote

 

 Na primeira semana de dezembro, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), reuniu-se com algumas das principais lideranças do MDB no Congresso. Ele queria sondar caciques do outrora mais poderoso partido do País se a cúpula nacional dos emedebistas chancelaria acertos pré-eleitorais que ele vinha fazendo em Pernambuco, inclusive a inclusão de um candidato a vice em sua chapa de tentativa de reeleição em outubro próximo, mesmo que o PT estrilasse. Campos desfruta de 81% de aprovação (soma das avaliações de “ótimo” e de “bom” à sua gestão) e vencer o pleito em 1º turno não será missão difícil. Ele, entretanto, não esconde a intenção de renunciar à prefeitura da capital pernambucana em 2026 para se candidatar ao Governo do estado.

Comandados pelo senador Humberto Costa, os petistas pernambucanos exigem o posto de vice-prefeito - o que seria um atalho para o Partido dos Trabalhadores voltar à liderança administrativa do Recife, metrópole comandada pela sigla  por 12 anos consecutivos entre 2001 e 2013. Não à toa, Costa é efusivo em mesuras e gestos de aproximação política com a governadora Raquel Lyra, que está de saída do PSDB e tem convites do PSD e do PDT para ingressar numa legenda integrante da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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