Desde que aqui chegaram os portugueses no RN, que foi implantado o mais cruel sistema de dominação, foram matando os primitivos habitantes e se apossando de suas terras a ferro e fogo. O nosso Estado, foi doado com o nome de Capitania hereditária ao Fidalgo Português, João Jerônimo de Barros.
A exploração do açúcar no litoral, ampliando a dominação com a criação de gado nos Sertões e Vales, galgado na doação de terras e patentes aos dominantes de major, coronéis, capitão, se constituiu a dominação e a perpetuação da pobreza em nosso RN. Muita coisa mudou, o fim da escravidão, o início de uma Reforma Agraria, um projeto de educação. Mas tudo sobre o domínio dos descendentes ocupantes do nosso Estado.
O Rio Grande do Norte, de cima. Nunca viveu crise, preparou um Estado para lhe servir e possuir, sabem usufruírem a seu bom gosto, criaram todas a leis que os beneficiam. Para os de baixo, sobraram desemprego, a falta de terra, de educação e saúde. Sobra violência, fome, prostituição, desarmonia e falta de esperança. Copiaram da França a democracia, mas só é eleito, quem tem muito dinheiro, com raras exceções, uma aqui outra acolá. E quando demoram no poder, sempre se levantam em nome do combate a corrução. Foi assim com Getúlio, Jango e Dilma. A deles eles não enxergam, ou acham que podem.
Mas, o próprio Brasil já deu demonstração de indignação com os mandatários de cima, quando em 1974, em plena ditadura militar elegeram a maioria dos Senadores do Brasil, sendo eleito aqui por nosso Estado, o seridoense Agenor Maria. Sinto algo parecido com o nome de Fátima Bezerra, para o governo do RN. O povo vai dar uma resposta e torço para que tenhamos um governo que olhe e defina para o RN de baixo. Pois quem precisa de governo são os pobres.
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