segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Carnaubais e o seu primeiro grande desafio, superado pelo esforço dos seus líderes e a grandeza dos proprietários rurais


 Com 11 anos de emancipada ainda criança, Carnaubais passou pelo seu primeiro grande desafio. A maior cheia já registrada no Vale do Açu em 1974, a economia destroçada, comerciantes fecharam as portas, casas destruídas. Era quarta-feira da Semana Santa quando as águas invadia as três pequenas ruas da recém criada cidade, a população aflita assistia perplexa do que poderia vir acontecer.  

A cidade governada pela segunda vez pelo grande líder popular Valdemar Campielo, trouxe canoas do Logradouro e Porto do Mangue, para transportar os habitantes para o tabuleiro. Logo após chegaram os barcos maiores do exército brasileiro que deram grande contribuição na retirada dos habitantes e partes dos seus pertences e animais.


Na época o tabuleiro tinha uma dúzia de pequenas choupanas de taipas, que dado a generosidade dos seus moradores começaram a abrigarem os desalojados das cheias. Outros foram transportados para a Vilas Rurais na Serra do Mel. O exército começou a montar barracas para abrigarem as famílias, um helicóptero fazia o abastecimento d alimentos básicos a população e a proteína tinha em abundância nas águas da cheia. Era uma grande quantidade antes nunca vista de Piau, piranha, cangati, traíra e demais peixes. 


  Passada a cheia veio a desilusão, baixa estima que culminou com o maior êxodo já registrado em nossa história. A cidade estava a um passo de deixar de existir no mapa do Rio Grande do Norte. O prefeito Valdemar Campielo teve uma audiência com o governador Cortêz Pereira, que planejaram uma audiência ao Recife pleitear junto a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE). Na audiência ficou acertado a construção de uma Nova Cidade com 250 residênicas em um lugar alto, e seguro das águas do Piranhas/Açu. 


Tudo acertado, quando foi para liberarem os recursos, foi exigido a escritura pública da área que ia ser construído a Nova Cidade, o prefeito não tinha. Foi ai que entrou a generosidade e o grande  espírito público dos 14 proprietários rurais que doaram as suas propriedades passando no Cartório Único Judiciário de Carnaubais, no qual viabilizou os recursos e foi dado início construção da Nova Cidade, marcando um novo tempo de esperança para o nosso município.


Essa história está na edição da 6ª Revista Pátria Várzeana que será lançada no próximo sábado (12), ás 19:30 horas, no Espaço da Lore. Carnaubais deve essa  homenagem a  esses 14 ilustres conterrâneos. Conto com sua presença.   


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