Embaixada dos EUA denunciou à PF em janeiro o esquema de contrabando de madeira que levou à ação contra Salles
A operação da Polícia Federal contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles,
foi deflagrada com base em informações da embaixada dos Estados Unidos
no Brasil. Agentes apuram indícios de contrabando de madeira da floresta
amazônica. Na decisão em que autorizou a operação, o ministro do
Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes detalhou trechos do ofício
encaminhado pela embaixada americana à PF, segundo a qual a apuração
teve início em janeiro de 2020, quando o Serviço de Pesca e Vida
Selvagem dos Estados Unidos (FWS) deteve para inspeção três contêineres
de madeira exportados do Brasil, no Porto de Savannah, na Geórgia.
De acordo com o magistrado, além de documentos, a embaixada "forneceu à
Polícia Federal amostras das respectivas madeiras apreendidas pelas
autoridades norte-americanas". "As amostras foram colhidas em
consonância com as diretrizes estabelecidas pela equipe do Instituto
Nacional de Criminalística da Polícia Federal e, atualmente,
encontram-se acauteladas nesta unidade policial", disse. A decisão do
ministro foi publicada pela CNN Brasil.
Nenhum comentário:
Postar um comentário